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28 de setembro de 2014

XCOM Enemy Unknown

No passado ano de mil novecentos e noventa e quatro, a Microprose, na altura uma das melhores produtoras de jogos, lançou o UFO: Enemy Unknown. Para mim, foi a loucura! Fã do Space Crusade no Amiga, o UFO era o passo lógico e natural a seguir. Com o passar do tempo e as várias sequelas, a série foi perdendo qualidade, até cair no esquecimento.
Quando a Firaxis anunciou que ia ressuscitar o franchising não soube bem o que pensar. Por um lado, há muito tempo que desejava um bom jogo de Tactical Turn Based Strategy, e os UFO/X-COM praticamente definiram o género. Por outro lado, tinha um medo terrível que fossem enterrar de vez a série. Felizmente os meus medos eram infundados e este XCOM não só mantém, como eleva a fasquia dos primeiros UFO/X-COM.
A base é a mesma. Uma parte de gestão em que tem que se estudar os alienígenas para melhorar as tecnologias terrestres, construir armas, armaduras, edifícios, aviões para interceptar os OVNIS (UFO's no jogo), etc. Creio que, sem ser demasiado complexa, esta gestão adiciona um sentido de responsabilidade e urgência, uma vez que as escolhas do jogador nesta fase (mesmo que na fase combate seja um Sun Tzu), podem levar à perdição dos humanos. Mas a parte do combate é que é o sumo deste jogo. Quando os alienígenas atacam um local da Terra ou é abatido um OVNI o jogador escolhe, de um conjunto de soldados comprados na fase de gestão, uma equipe de seis com diversas especialidades à escolha (heavy, sniper, assault  ou support). Além disso, os soldados ganham experiência e à medida que progridem na patente, vão ganhando habilidades MUITO úteis. Há também um elemento de RPG no jogo, uma vez que podem-se fazer várias combinações dessas habilidades e modificar a armadura, nome, aspecto, raça, etc. (só não dá para mudar o pais de origem, o que é uma pena) de cada soldado. Estes pequenos pormenores tornam a morte de um deles no campo de batalha uma verdadeira tragédia, quer operacional, quer emocional (não consigo deixar de me afeiçoar aos meus homens).
A Família!
Escolhida a equipe, a nave de transporte desloca-se até ao local do avistamento e o mapa de combate entra em cena, pronto para as primeiras ordens. A verdadeira complexidade do jogo começa aqui. Existem, literalmente, centenas de combinações possíveis só na primeira jogada. As restrições do jogo (por exemplo, podemos andar e disparar mas não disparar e andar) somadas as habilidades dos soldados (por exemplo, a Run and Gun da classe Assault, que permite andar ou correr e disparar em seguida) tornam obrigatória muita consideração antes que as ordens sejam dadas. Quando todos os soldados fizeram todos os movimentos, habilidades e disparos possíveis ou desejados está na altura de acabar o turno e esperar pelos movimentos da IA (Inteligência Artificial). Devo confessar que jogo no nível normal de dificuldade e vejo-me grego para ganhar nas missões mais avançadas que estou a fazer. O computador flanqueia, usa cobertura, o seu conhecimento do mapa e a conjugação das várias habilidades dos alienígenas de forma muito eficaz. Os gráficos são muito bonitos e adequados ao jogo e a banda sonora acompanha. Tanto o PC principal como o HTPC correm com as definições gráficas ao máximo sem o mínimo problema. O Unreal Engine faz milagres.
Ready Sir!
O resultado final é espectacular. Cada sessão de jogo são horas sem se dar conta. Várias estratégias e muitos loads são necessários para levar as missões a bom porto e não há uma igual. Para além de mudarem os cenários, mudam as estratégias usadas pelos alienígenas. Uma parede destruída e tudo aquilo que pensamos fazer até ao momento desmorona-se como um castelo de areia. Sem dúvida, para mim, este é o jogo a abater na categoria. E não vai ser fácil.

10 de setembro de 2014

GRID 2

A Monumental de Barcelona
GRID 2 foi lançado em Maio de 2013 pela Codemasters e ao que parece vai ter substituto em 2015. Até lá, vou dando umas voltas pelos magníficos cenários (Nova Iorque, Dubai, Barcelona, por aí) que este jogo nos proporciona. Ainda por cima a minha máquina principal corre o jogo no máximo das definições gráficas com a resolução a 1080p (com 2x MSAA e o Anisotropic em High). Escusado será dizer que o resultado final é fantástico! As cenas nocturnas são particularmente belas, apesar de passar por elas sempre a duzentos e tal. E com umas sólidas 40 FPS de média, o que, para um jogo mais próximo do arcade que da simulação, é mais que suficiente.
O pacote completo, com 12 DLC's (downloadable content), um gratuito e os outros pagos, perfaz um total de 76 carros para experimentar (estou na quinta e última época e faltam-me três carros), divididos em 4 Tiers, conforme as suas características (existem mais 2 Tiers - Demolition Derby e Indy Car Racing - mas irei falar deles na crítica do Multiplayer). Não posso dizer como se comportam a maioria dos carros do jogo na realidade mas há diferenças suficientes para que cada um tenha o seu feeling a conduzir. Alguns são um verdadeiro desafio para manter na estrada. Para mim, a maior dificuldade do jogo, é dominar os carros de tracção atrás (eu jogo no Medium com o dano ao máximo e mudanças automáticas). São um festival de drifts controlados, a custo, com "gasadas" no acelerador. O que vale é que a Codemasters criou os flashbacks (presentes também no Race Driver: Grid e no F1 2012, que eu saiba). Estes permitem voltar um pouco atrás no tempo, evitando assim, ter que repetir a prova toda. Tudo isto, mais os modos Multiplayer, que irei falar noutra crítica, garantem muitas horas de jogo.
Paris by night!
Ultimamente, é o jogo de carros a que volto sempre (destronando o Need for Speed: Hot Pursuit) mas, apesar disso, acho que falta qualquer coisa. Não é um jogo verdadeiramente arcade como o Need for Speed: The Run ou o Need for Speed Underground 2 (para mim, a referência arcade contra qual todos os jogos se batem) nem é um simulador como a série F1 ou os antigos Colin McRae.
Não é carne, nem é peixe. O que vale é que eu não esquisito e também como tófu.

6 de setembro de 2014

Single player vs Multiplayer vs Multiplayer Split Screen vs Multiplayer Co-Op

Certos jogos só tem piada sozinhos, outros acompanhados e outros das duas maneiras. Quase todos os jogos que são Multiplayer tem uma versão Single player, quanto mais não seja, o tutorial que dá umas luzes antes de sermos chacinados online. Muitos jogos tem um Single player fraco e só valem graças ao seu Multiplayer. O Multiplayer também se divide em competitivo, Co-Op ou Split Screen, em que no competitivo os jogadores competem uns com os outros pelo objectivo, no Co-Op (Co-Operative) os jogadores lutam por uma causa comum e no Split Screen os jogadores jogam no mesmo computador com um ecrã dividido.
Bons exemplos de Single player puro temos o Minesweeper, The Elder Scrolls V: Skyrim e o L.A. Noire. Como Multiplayers Online competitivos temos o Counter Strike: Global Ofensive, League of Legends e War Thunder. Cooperativos temos o RAGE, Dead Island ou Warframe. Com Split Screen lembro-me do Grid 2, do RAGE ou do Super Mario Kart.
Outro tipo de Multiplayer muito comum são os desportivos em que ambos os jogadores jogam no mesmo computador um contra o outro mas no mesmo ecrã. Exemplos são a série NBA 2K e a série Pro Evolution Soccer. Categorizando, estes jogos seriam Multiplayer local.
Por último, o termo LAN (Local Area Network) usa-se quando um jogo permite que dois ou mais jogadores (alguns podem ir aos sessenta e quatro) joguem numa rede doméstica, sem conexão à Internet.

Tactical

Tactical é uma expressão que se pode utilizar em conjunto com vários géneros de jogos, significando sempre que o utilizador controla uma equipe e não um só elemento ou um conjunto enorme de unidades.
Tactical First Person Shooter diz-se quando vemos a acção através dos olhos dos membros da nossa equipe (ou equipes) dando instruções aos outros membros através de ordens ou mudando de membro e agindo com ele. Bons exemplos deste género é o Brothers in Arms: Road to Hill 30 ou a série Hidden and Dangerous.
Tactical Third Person Shooter diz-se quando vemos a acção um pouco atrás da personagem que estamos a controlar, mantendo os comandos da equipe e/ou podendo trocar de elemento. O Hidden and Dangerous também pertence a esta categoria, uma vez que se pode usar as duas vistas no jogo. 
Tactical Turn Based Strategy é quando comandamos uma pequena força, com várias especialidades, e podemos pensar a nossa estratégia por inteiro, antes que a IA resolva os confrontos. A série UFO/X-COM/XCOM é o melhor exemplo.
Tactical Real Time Strategy é quando comandamos uma força pequena especialista e a IA reage ao mesmo tempo que nós. Duas séries famosas são Syndicate Wars e MechCommander.

Turn Based Strategy vs Real Time Strategy

Os jogos de Turn Based Strategy são aqueles em que o jogador tem tempo (ilimitado ou não) para fazer as suas escolhas estratégicas. Bons exemplos são as séries Civilization, Age of Empires ou UFO/XCOM/X-COM.
Os jogos de Real Time Strategy são aqueles em que toda a acção é em simultâneo e a IA reage em tempo real à nossa estratégia. Exemplos são o Dune 2 (o primeiro RTS da história tanto quanto sei) e a série Command and Conquer, a série Starcraft e a série Company of Heroes.
Talvez a melhor série de jogos de estratégia, Total War, pertence às duas categorias, uma vez que tem uma parte de estratégia de gestão e de recurso por turnos e o combate entre exércitos é em tempo real.

Fremium

Fremium é um jogo gratuito (Free-to-play) mas em que o jogador pode investir dinheiro para progredir mais depressa ou obter certas vantagens exclusivas. Bons exemplos de jogos Fremium são War Thunder, Game of Thrones Ascent, o Hearthstone, Spartacus Legends e Heroes & Generals.

Role Playing Game

Role-Playing Game ou RPG é um género de jogos em que a pessoa assume uma personagem por si criada e que procura desenvolver, quer em habilidade, quer na história que é narrada. A história num RPG é muito importante e se não for de qualidade o RPG também não é. Bons exemplos de RPG's puros (em que o jogo não depende em nada da capacidade física do jogador) são o Fallout 1 e 2, Planescape Torment ou o Neverwinter Nights. Um sub género também importante são os Action RPG, no qual o jogador tem que ter alguma habilidade física para dominar os movimentos e, principalmente, o combate. Alguns exemplos deste género (uns mais Action outros mais RPG) são Fallout 3 e New Vegas, a série The Elder Scrolls ou a série Mass Effect.

PC, PS4, Android e Facebook

Estas são as plataformas que tenho de momento. A etiqueta indica em qual delas o jogo se enquadra.

5 de setembro de 2014

1 UP

Caros amigos,

decidi fazer este blogue para partilhar os meus conhecimentos informáticos com quem quiser aprender ou quem necessitar de uma dica.
Vou-me focar no meu principal interesse informático, os jogos, mas com passagens pelo hardware e uma ou outra notícia do ramo.
Foi no longínquo ano de 1985 que eu tive o primeiro contacto com o mundo maravilhoso dos jogos. Estava então eu no primeiro ano da preparatória quando fui com o meu amigo Carlos (que tinha o dobro da minha altura e passava bem por 16 anos) a uma tasca que havia por cima da Preparatória Luís de Camões, que tinha uma mesa de matrecos (outro amor ainda mais antigo) e uma máquina Arcade. Fiquei imediatamente apanhado. Ainda me lembro do jogo: Ghost'n Goblins, um jogo de plataformas da Capcom que deu origem a uma longa série de títulos em várias plataformas de jogo. No ano seguinte, já nem sei bem como nem porque, arranjei uma moeda de 25 escudos e dirigi-me, sozinho, para aquele antro de vício. Pedi autorização ao dono do tasco para jogar uma moeda e o homem, com um sorriso benevolente, acedeu (na altura não havia ASAE). Dirigi-me então à máquina cheio de medo e emoção para gastar a primeira moeda numa Arcade. O jogo era o Kung-Fu Master. Nem cinco minutos lá estive. Saí cabisbaixo mas algo ficou a fermentar cá dentro...
No ano seguinte fui apresentado ao Spectrum mas isso fica para outro post...